Nossa História

História da Câmara de São Gonçalo do Amarante

Nossos primeiros habitantes integrantes da família Estevão Machado de Miranda, foram trucidados pelo holandeses em 1645 na comunidade de Uruaçu. (fato heróico reconhecido pela Igreja Católica, no pontificado do Papa João Paulo II, que os declarou protomártires do Brasil e beatos, em cerimônia religiosa na Praça de São Pedro (Vaticano – Roma), em 05 de março de 2000).

A partir de 1689 com a retirada dos invasores partiram de Pernambuco as primeiras expedições para repovoamento da região.
Em 1710 os portugueses Paschoal Gomes de Lima e Ambrosio Miguel de Serinhaem procedentes de Pernambuco, se instalaram com suas famílias as margem do Rio Potengi, próximo ao local do antigo engenho do mesmo nome, onde construíram suas casas e uma capela, dedicada à São Gonçalo do Amarante, colocando sobre o altar uma imagem do santo esculpida em pedra, dando assim origem ao topônimo do município.

São Gonçalo figura entre os municípios mais antigos do Rio Grande do Norte, criado por deliberação do Conselho Provincial em 11 de abril de 1833, no Governo de Manoel Lobo de Miranda Henrique, a Lei Provincial no. 25 de 28 de março de 1835, aprovou a referida deliberação, já no governo Basílio Quaresma Torreão, a Lei no. 27, da mesma data criou a freguesia do mesmo nome.

Em 1868, no Governo de Gustavo Adolfo de Sá, o município é suprido, passando a incorporar o município de Natal.
Em 1874, reconquista seu território original, no governo de João Capistrano Bandeira de Melo Filho.
Em 1879, passou a integrar o território do novo município de Macaíba (antigo Cuité), no Governo de Rodrigo Lobato Marcondes Machado.
Em 1890, no Governo de Pedro Velho, (já no regime republicano), o município é novamente restaurado.
Em 1938, sua sede é elevada à categoria de cidade, no Governo de Rafael Fernandes.
Em 30 de dezembro de 1943, o Interventor do Estado, General Antonio Fernandes Dantas, baixou o Decreto Lei 263, suprindo o Município e lhe tirando até o seu nome primitivo e passando a chamar-se “Vila de Felipe Camarão”. Ficando parte do seu território ao recém criado município de São Paulo do Potengi e parte para o município de Macaíba.

Baixe o Hino Oficial de São Gonçalo

 

Informações Gerais

CEP: 59.290-000
Distância de Natal: 13 km.
Tempo estimado de viagem: 15 min.
Distância de Brasília/DF 3.049 km.
Tempo estimado de viagem: 44 h.
Via de acesso: RN-160 (Estrada Mons. Walfredo Gurgel).
Localização: Leste Potiguar.
Municípios limítrofes: (Norte), Extremoz e Ceará – Mirim; (Sul) Macaíba; (Leste) Natal e, (Oeste) Ielmo Marinho.
Altitude média em torno de 40 metros.
Densidade Demográfica; 348,57 hab/Km2.
Área: 264 Km2.
Clima: Tropical Chuvoso, com verão seco e estação chuvosa.
Relevo: Tabuleiros Costeiros.

Informes do judiciário

O termo Judiciário de São Gonçalo do Amarante foi, também criado pela Lei 2.323/58, mas ficando vinculada a Comarca de Macaíba. Só em 1961, a Comarca de São Gonçalo ganhou fórum próprio, sendo nomeado como seu primeiro juiz, o doutor José Gosson.

Antes da última supressão do município (1943), São Gonçalo possui um único cartório judiciário, tendo como titulares, os senhores: Antonio Santiago de Morais Navarro, José Alexandre Pereira de Brito e Lindolfo Lins de Albuquerque, respectivamente.

Em 1956, é instalado o Primeiro Cartório Judiciário, tendo como Tabelião Randolfo Lins de Albuquerque.
Em 1961, é instalado o Segundo Cartório Judiciário, tendo como Tabelião Francico Potiguar Cavalcanti (Seu Poti).
Atualmente o Poder Judiciário, está bem instalado e equipado, em sede própria denominada: Fórum Desembargador Ivan Meira Lima, com a seguinte formação:
1ª Vara Cível, (rodízio eleitoral), Juiz Paulo Sérgio da Silva Lima.
1ª Promotora: Lucy Figueira Peixoto Mariano da Silva
2ª Vara Cível/ Vara da Infância e da Família, Juíza Luciana Lima Teixeira
2º Promotor: Luiz Eduardo Marinho Costa
Juizado Especial Cível Criminal, Juíza Daniella Paraíso Guedes Pereira;
Juiz substituto,Ricardo Antonio Mendonça Cabral
Promotora, Luciana Andrade de Assunção
Juizado Especial Cível e Criminal,  Juiz José Ricardo Thadar Arbex
3ª Promotora: Luciana Andrade de Assunção

Sendo de segunda entrância, o judiciário pleiteia elevação junto ao TJE e a Assembléia Legislativa.

Informes da paróquia

Em 02 de fevereiro de 1719, na parte da manhã, foi celebrada a primeira missa e procedida à benção na Capela de São Gonçalo do Amarante, pelo Padre Simão Rodrigues de Sá (Vigário de Natal).

Na tarde do mesmo dia, após almoço comemorativo, foi celebrado o primeiro casamento, entre uma filha de Ambrósio Miguel de Serinharém e um filho de Pascoal Gomes de Lima.

Em 28 de outubro de 1840 a Paróquia é oficialmente criada, sendo nomeado seu primeiro Padre José Paulo de Monteiro, até 15 de janeiro de 1872, quando faleceu nos braços de Frei Herculano (missionário com fama de santidade), que estava realizando missão em São Gonçalo. O padre foi sepultado na Igreja Matriz.

Há registros que antes do padre José Paulo, em 1838 o padre João Soares da Veiga Albuquerque atuou como vigário encarregado e o Padre Alexandre Ferreira Nobre, prestava serviços religiosos a comunidade (o religioso fixou residência na comunidade de Igreja Nova, onde faleceu e provavelmente possuía parentes).

Em 1868 à Paróquia é suprida.
Em 1874 à Paróquia é restaurada
Em 1879 à Paróquia é novamente suprida
De 1911 a 1915, no bispado de Dom Joaquim de Almeida a Paróquia é novamente restaurada.
Em 1943, com a supressão do município, a Paróquia sofre o mesmo processo.
Em 27 de Abril de 1966, com a elevação de Monsenhor Nivaldo Monte (amigo fraternal de Manoel Soares da Câmara), a função de Bispo Auxiliar de Natal, a Paróquia é restaurada definitivamente através do Decreto no. 15, com a data original de sua criação, tendo sido nomeado como primeiro pároco, o Padre Agostinho Serrano, iniciando um período de Padre Salesianos: Guido Tonelloto, Antonio da Silveira Paixão, Antonio Lourenço Urbano, João Batista da Costa, Jonas Magno Pinto, e Luiz Marinho Falcão e, por último o Padre Diocesano Manoel Nunes Rodrigues (São-gonçalense).
Em 1966 também foram enviadas por Dom Nivaldo para o trabalho pastoral, as irmãs da congregação “Filha do Amor Divino”, lideradas pela Madre Maria  Amália Carlos de Morais.

Para ressaltar sua amizade com Manoel Soares, ao apresentá-lo as religiosas exclamou; “Este é meu pai!”.

A  Madre Amália concluir “Estão passa a ser nosso avô!”. Em 16 de maio de 1976, as freiras entregam a comunidade o Hospital Maternidade Belarmina Monte.

No mês de setembro de 1985, atendendo convite da Irmã Maria de Fátima Oliveira Costa e da paroquiana Iracema Nízia de Oliveira, o Missionário Capuchinho Frei Damião de Bozzano, realiza missões, concretizando um antigo sonho dos paroquianos.
Em 1988, por determinação do Bispo Auxiliar de Natal, Dom Antonio Soares Costa a paróquia passa para a administração da Congregação Religiosa de São Vicente de Paula (R.S.V.) Sendo o primeiro Padre o canadense Guy Fortier, seguido do também canadense Padre Kleto Leclerc, Irmão Paul Aimé Hamel, Padre Divaldo Batista dos Santos e Sidney Ribeiro Antunes.
O atual administrador paróquial é o Padre André Martins Melo, desde o ano de 1999.

São Gonçalo ofereceu a Igreja, como sacerdotes os seus filhos: Antonio Murilo de Paiva; Manoel Nunes Rodrigues; Ailson Bezerra do Nascimento; Lenilson da Silva Chagas, Manoel Henrique de Paiva, Amarildo da Silva Pontes e o Frei Carlos Alexandre Lima da Silva.

Pontos de visitação (Turismo Religioso)
Igreja Matriz de São Gonçalo (Construída 1838/ampliada 1882)
Monumento aos Mártires de Uruaçu – 2000
Capela de Igreja Nova- 1867
Capela de Utinga – 1877

Emancipação política do município

Em 1953, foi desfechada uma grande campanha pela restauração do Município, tendo a frente: Senador Luiz de Barros, Manoel Soares da Câmara, Deputado Gilberto Tinoco, Coronel José Reinaldo Cavalcanti, as irmãs Alzira e Paulina Queiroz e o vereador Silvio Pontes, dentre outros são-gonçalenses.

O Professor e historiador Manuel Nazareno Nogueira de Araújo, atendendo a convocação de Manoel Soares da Câmara, tornou-se o “ARAUTO” da Emancipação, editando uma série de artigos no “Jornal de Natal”, (de propriedade do professor Djalma Maranhão), com o título: “A Restauração de São Gonçalo” sendo, também, o autor do memorial encaminhado a Assembléia Legislativa.

Na época o Estado era formado por apenas, 48 municípios.
Em 11 de dezembro de 1958 a Assembléia Legislativa, (na época – Palácio Amaro Cavalcanti, a partir de 1971 – Palácio José Augusto), aprova a Lei de Emancipação, publicado no Diário Oficial do Estado, página 6, em 18 de dezembro do mesmo ano sob o numero 2.323, e assinada pelo Governador em Exercício José Augusto Varela (na época o vice-governador, também, presidia o Legislativo) e o Estado era governado por Dinarte de Medeiros Mariz. (que na ocasião estava em viagem ao Rio de Janeiro, então Capital Federal).

Finalmente o município de São Gonçalo reaparecia no cenário político e econômico do Rio Grande do Norte, se desmembrando em definitivo do vizinho município de Macaíba.

Foi nomeado como Primeiro Prefeito Constitucional do município o Senhor Manoel Soares da Câmara, até a realização das eleições para prefeito, vice-prefeito e vereadores, em 15 de novembro de 1959.

A festa pela restauração perdurou por vários dias, com o pipocar de fogos de artifício e o badalar dos sinos da Igreja Matriz, ao meio de grande vibração, afinal estava sendo resgatado todo um passado glorioso da história, cultura e tradição de um povo. Quebraram-se as algemas que lhes prendiam a quinze longos anos de expectativas e de incertezas. Era a redenção dos são-gonçalenses.

Hoje o Município se apresenta como o quarto maior arrecadador do Estado, quarto maior  colégio  eleitoral e quarta maior população.

Com a construção do novo Aeroporto Internacional o Município se projeta sobre os demais como o de maior perspectiva de crescimento e desenvolvimento.

Observe que no ano de sua emancipação São Gonçalo contava com uma população estimada em 15 mil habitantes, (14.242 habitantes – censo do IBGE -1950), ou seja, apresentou um crescimento populacional de 515,6 % nos últimos cinqüenta anos.

Instalação da Câmara Municipal

Em clima festivo e com grande comparecimento da população, o Prefeito Eleito Leonel Mesquita tomou posse ao lado do seu Vice-Prefeito Francisco Potiguar Cavalcanti, no dia 19 de janeiro de 1960, na sede da antiga Prefeitura, (onde hoje funciona o SAAE), tendo sido sua primeira providência após a posse, iniciar os trabalho de reforma do prédio onde funcionava à antiga cadeia pública, local escolhido para sediar o Poder Legislativo. A reforma foi concluída no período de três meses e, finalmente no dia 1º. de abril, às 17 horas, em Sessão Solene era instalada a Primeira Legislatura da Câmara Municipal de São Gonçalo do Amarante.

Graduadas autoridades prestigiaram o evento, destacando-se as presenças do Deputado Luiz Gonzaga de Barros, doutor Francisco Freire Falcão – Coletor de Rendas do Estado- e do Secretário Estadual de Finanças Doutor Genésio Sobral, que na ocasião representou o governador Dinarte de Medeiros Mariz.

Todos os presentes foram unânimes em seus pronunciamentos , destacando que em termo de estrutura funcional estava sendo inaugurada a melhor Câmara do interior do Rio Grande do Norte, tornando-se o principal palco dos grandes eventos do município. Motivo de orgulho para todos os são-gonçalenses.

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